TEMATICA 2


Os hiperespaços para a educação formal, não formal e informal


Os hiperespaços para a educação formal, não formal e informal abrem novas possibilidades na aprendizagem ao longo da vida, mas ao mesmo tempo, apresentam desafios. Os contextos de educação formal devem se tornar mais flexíveis, de forma a acompanhar as novas mudanças vividas mundialmente. Como o próprio nome indica, é o tipo de educação que podemos encontrar no ensino escolar institucionalizado e estruturado. A plataforma moodle por exemplo, os sites de escolas e universidades, representam a educação formal. A educação não formal Baseia-se num sistema sem necessidade de burocracia hierárquica em termos de progressão, podendo no seu final atribuir ou não, certificados, já a educação informal podemos encontrar nos hiperespaços uma diversidade imensa de conteúdos que podem servir como educação informal.
Os hiperespaços são perfeitos colaboradores para a educação informal, mas acredito também que dependendo do papel que o docente assume no processo ensino aprendizagem, pode perfeitamente, proporcionar ao seu alunos aprendizagens formais, como ainda é previsto tradicionalmente na grade curricular e somar a estas, aprendizagens não formais e informais, através de desafios e questionamento feitos em classe, despertando o interesse dos alunos em novas buscas, problematizando questões e ampliando em muito as possibilidades de ensino e oportunidades de construção de conhecimentos, de forma que os alunos possam recorrer também aos hiperespaços formais, informais e não formais de aprendizagem. A transversalidade diz respeito à possibilidade de se instituir, na prática educativa, uma analogia entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real (aprender na realidade e da realidade). Esta atitude do professor poderá levar seus alunos há aprendizagens mais dinâmica, criativas, agradáveis e desafiadoras para novas aprendizagens. Nesse cenário de emergente dinâmica cognitiva e comunicacional exige uma sala de aula presencial e/ou online capaz de acolher essa tendência e com ela potenciar as teorias e práticas de mediação docente e de aprendizagem historicamente reconhecidas como democráticas, colaborativas, interacionistas e multiculturais.
Nesse contexto, surge o ensino hibrido que é a combinação do aprendizado on-line com o offline, em modelos que mesclam (por isso o termo blended, do inglês “misturar”) momentos em que o aluno estuda de maneira virtual com outros e momentos em que a aprendizagem ocorre de forma presencial, valorizando a interação entre pares e entre aluno e professor.

Sobre a coaprendizagem
O e-learning facilita a colaboração, a interação entre as pessoas e conteúdos, em canais diversificados de comunicação e colaboração para fomentar as trocas de informações, o trabalho colaborativo, a discussão, apresentação de trabalhos e pontos de vista, tanto de uma forma síncrona como assíncrona. Existe, assim, um estímulo a trocas e colaborações longínquas, o que nos leva a reflexão de como nossas produções possuem a contribuição de várias mãos, pois estamos o tempo todo lendo, trocando informações, aprendendo uns com os outros, estudando, construindo coletivamente ideias sobre muitos assuntos, seja em ambientes formais, informais e/ou não formais de aprendizagem, a exemplo as redes sociais.    Assim, construímos também as informações que são, na verdade, ideias de todos, porque todos estão de alguma maneira inseridas em nossas produções. A autoria compartilhada é a ideia de que estamos produzindo saberes múltiplos onde todos são leitores e protagonistas, ao mesmo tempo, com acesso aberto a variadas tipologias de informação. Com o surgimentos dos REAs, a coaprendizagem e a produção colaborativa ganha força e potencializa a autoria de forma que o conhecimento possa ser reutilizado, reaproveitado e remixado, visando ressaltar o conhecimento como bem cultural que deve ser acessível para todos.
   

HIPERESPAÇOS PARA A EDUCAÇÃO FORMAL, NÃO FORMAL e INFORMAL


 

INTRODUÇÃO


No âmbito da Unidade Curricular Hiperespaços de Aprendizagem foi nos proposto a elaboração de uma síntese sobre o tema: Os hiperespaços para a educação formal, não formal e informal.
Este tema surge da necessidade de colmatar as novas carências nos diversos tipos de ensino, pois atualmente vivemos na era do conhecimento, da informação e comunicação com uma omnipresença de uma intensa virtualização em todos os níveis de nossa vida, em todas as áreas do saber, e como tal, não seria na educação uma exceção, muito pelo contrário, é nesta áreas que surgem cada vez mais novas possibilidades e desafios com os novos recursos e novas formas de ensinar e aprender.
  


EDUCAÇÃO FORMAL, NÃO FORMAL E INFORMAL

 
 

Independentemente do tipo de educação, o virtual, ou seja, os hiperespaços de aprendizagem exigem novas formas de ensinar e aprender que para tal, é necessário que se perceba as potencialidades e todas as possibilidades que estes espaços oferecem durante o processo de ensinar e aprender. 
Mas para que ocorra uma aprendizagem significativa e dinâmica primeiro será necessário perceber e compreender as características, os elementos e todas as possibilidades existentes, que o mundo virtual nos proporciona. Esta nova realidade educacional, onde o paradigma do virtual em que vivemos insere-se no processo de ensino e aprendizagem tornando-o mais simplificado, enriquecido e muito mais eficaz e eficiente do que o ensino tradicional. 
Isto através dos novos e potências ambientes virtuais de aprendizagens, potencialidades estas, que não se estagnam na capacidade do recurso a ser utilizado, pois facilmente combinamos esses recursos e ampliamos de forma imensurável, tais possibilidades de ensino e aprendizagem de qualquer maneira que estes possam ocorrer seja presencialmente, seja no ensino aprendizagem a distância e ou ainda formal, não formal ou informalmente. “O paradigma do virtual possibilita entender uma nova potencialização do processo de ensino e aprendizagem porque o seu uso oferece novas diretrizes na educação.”(Daniela Melaré)
  


 1. APRENDIZAGEM FORMAL


Como o próprio nome indica, é o tipo de educação que podemos encontrar no ensino escolar institucionalizado e estruturado. A plataforma moodle e os sites das escolas/universidades representam a educação formal. 
Vive-se um tempo de grande prosperidade no que se refere às tecnologias, nomeadamente na utilização de hiperespaços na aprendizagem. Progressivamente, a escola tem vindo a incorporar a utilização de hiperespaços tanto na sua atividade diária como na utilização dos mesmos na prática letiva.   Os hiperespaços constituem uma linguagem e um instrumento de trabalho essencial do mundo de hoje. 
Cada vez mais desempenham um papel importante na educação constituindo um meio privilegiado de acesso à informação na medida que são instrumentos fundamentais para pensar, criar, comunicar e intervir sobre numerosas situações fomentando aprendizagem formal, informal e não formal. São ferramentas de grande proveito para o trabalho colaborativo e representam um suporte do desenvolvimento humano nas dimensões pessoal, social, cultural, lúdica, cívica e profissional. Neste sentido, o professor deve proporcionar uma nova forma de ensinar, mais motivadora e desafiante (Silva & Martins, 2000).
 O professor passará a desempenhar o seu papel de forma facetada, desenvolvendo competências 2.0. Segundo Auilo (2009, apud Witham, s.d.), a relação professor/aluno deve ser cultivada a cada dia, pois um depende do outro e assim os dois crescem e caminham juntos. É nessa relação madura que o professor deve ensinar que a aprendizagem não ocorre somente em sala de aula, mas a todo momento.
 As vantagens do uso de ferramentas Web 2.0 são o fácil acesso, custo reduzido, acesso permanente e em qualquer lado, variedade de escolha, inúmeras fontes de informação a recorrer. Por outro lado, as desvantagens mais referidas são o fluxo de informação demasiado acelerado, qualidade da informação passada por vezes dúbia, lacuna de tutoriais/formação das ferramentas.
Uma ferramenta e estratégia já bastante disseminada entre professores, formadores, empresas, indivíduos é o blogue (Siemens, 2002). Nos últimos anos registou-se um aumento exponencial de blogues (Blogger, Wordpress, Edublogs) em praticamente todos os campos de estudo. O facto de esta ferramenta ser bastante utilizada, em todas as vertentes educativas (formal, não formal e informal) prende-se com diversos motivos, mas sobretudo, segundo Siemens (2002), por reunir os meios corretos de fácil uso.

O Moodle é um exemplo deste tipo de educação aplicada no hiperespaço. Significa “Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment” e é um software livre que serve como apoio à aprendizagem. A sua principal utilização dá-se no contexto de e- learning ou b-learning, pois através deles consegue-se promover a criação de comunidades de aprendizagem.
 No contexto da educação formal, os motivos prendem-se normalmente com o facto de estes permitirem a partilha de forma rápida e permanente dos conteúdos com alunos, pais, comunidade em geral; facilitarem a discussão online e a colaboração entre alunos, professores e comunidade educativa, estenderem o espaço da sala de aula, ocasionarem a participação ativa dos alunos, consentirem o hipertexto e o uso de diversos média (vídeos, imagens, áudio...), possibilitarem propostas conjuntas, entre outros.
Ao professor recai a responsabilidade de dominar estas ferramentas abertas, flexíveis e interativas, recorrendo a abordagem multidisciplinares que o preparem para o futuro (Coutinho & Bottentuit Junior, 2007).
 A formação para o domínio e implementação de estratégias eficazes é um tremendo desafio, numa rede que está constantemente em mutação. Estar a par e passo com o que se passa no virtual requer um enorme esforço por parte do educador a nível de tempo profissional e pessoal.


2. APRENDIZAGEM NÃO FORMAL



A aprendizagem não-formal pode ser definida como toda e qualquer atividade ou tentativa educacional organizada e sistemática que, normalmente, se realiza fora dos quadros do sistema formal de ensino.
Comparativamente, à aprendizagem formal, a aprendizagem não formal é mais difusa, menos hierárquica e menos burocrática. Os programas de educação não- formal não precisam necessariamente seguir um sistema sequencial e hierárquico de “progressão”, podem simplesmente ter uma duração variável, e podem, ou não, conceder certificados de aprendizagem.
Este tipo de aprendizagem é normalmente associado a empresas exclusivas ou não de formação que disponibilizam cursos de duração variada, específicos e vocacionados para um público-alvo, normalmente adulto, o que podemos designar por Aprendizagem ao Longo da Vida.
Quando falamos de um público mais jovem, a aprendizagem não formal pode significar aprendizagens impregnadas em atividades planificadas, mas que não são explicitamente designadas como aprendizagem, mas é intencional do ponto de vista do aprendente e, regra geral, não conduz a uma certificação.
Porém, a criação de hiperespaços na aprendizagem não formal potencializa o desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens e na promoção de uma cidadania ativa, visto que a educação não formal, já por si só, tem a importante tarefa e papel no combate à exclusão social e na aprendizagem ao longo da vida e que poderia potenciar, ainda mais, estes aspetos através dos hiperespaços de aprendizagem. 
Os hiperespaços de aprendizagem e a aprendizagem  não formal: 
Estes hiperespaços de aprendizagem pode assumir diversas formas e são muito importantes na construção do conhecimento, bem como ajudam a evoluir competências pessoais nos vários domínios do saber, são exemplos disso:
Blogs – Também abarca a interação assíncrona, leva à construção do conhecimento coletivo;
Chat – Baseado na interação síncrona, motivação comunicação em tempo real, facilita a criatividade, e a noção de comunidade.
Youtube - Interação assíncrona, partilha de vídeos, registos, atualização, utilização de diversas ferramentas e aplicativos, partilha de conhecimento e atividades, publicidade... entre muito outros;
Redes sociais - Interação síncrona e assíncrona, promovem a motivação nas relações interpessoais em tempo real, facilita a criatividade, espontaneidade, noção de comunidade.



Wikipédia - Enciclopédia livre
 
3. APRENDIZAGEM INFORMAL

 


A aprendizagem informal é aquela na qual qualquer a pessoa adquire e acumula conhecimentos, através de experiências diárias em casa, no trabalho e no lazer. Aprendizagem informal é a maneira em que aprendemos a falar a nossa língua, o modo como aprendemos a ser quem somos, a forma como aprendemos a nossa cultura. A aprendizagem informal é tudo que não é aprendizagem formal. Uma forma de aprendizado que encontra apoio em várias teorias antigas. 
  A Teoria da Aprendizagem Social de Bandura afirma que as pessoas servem como modelos de comportamento humano, e algumas pessoas (os outros significativos) são capazes de provocar mudança de comportamento em certos indivíduos, com base no valor do indivíduo e no sistema de interpretação (Bandura, 1986).  
A Teoria da Ação Racional de Fishbein e Ajzen afirma que um dos elementos influentes para mudança comportamental é a percepção do indivíduo, das normas sociais ou crenças inerentes o que as pessoas, que são importantes para este indivíduo, fazem ou pensam sobre um determinado comportamento (Fishbein e Ajzen, 1975).
A Teoria da Difusão da Inovação de Rogers postula que certos indivíduos (líderes de opinião) funcionam como agentes de mudança comportamental através da divulgação de informações, influenciando assim as normas do grupo em sua comunidade (Rogers, 1983). A aprendizagem informal é baseada na aquisição de conhecimento através de estudos e experiências auto - motivadas e com a globalização e a Internet, o acesso a computadores e mais recentemente as mídias móveis é possível expandir os horizontes interagindo com outras pessoas que já resolveram ou têm uma visão ampliada. 
  As redes sociais configuram-se num espaço totalmente propício à educação informal, pois proporcionam recursos e serviços virtuais que facilitam a interação, socialização, partilha e construção colaborativa de conhecimentos.  
 No âmbito do virtual e relacionado com a educação informal seria, naturalmente, imperioso abordar os Recursos Educacionais Abertos (REA),  Massive Open Online Course (MOOCS), Personal Learning Environment (PLEs) ou Ambientes de Aprendizagem Virtual cujos intervenientes controlam e detém a respetiva  autonomia relativamente aos conteúdos que se propõem  aprender.
 


 
Links de interesse:

Lista dos 05 últimos hiperespaços Top   

http://pt.slideshare.net/janehart/top-100-tools-for-learning-2011

http://pt.slideshare.net/janehart/top100-tools-for-learning-2010

http://pt.slideshare.net/janehart/toptools2012

http://pt.slideshare.net/janehart/top-100-tools-for-learning-2013

http://www.business2community.com/human-resources/top-100-tools-learning-2014-0719766?tru=ImQpb#Kp5guPtJquUjjLQr.99


CONCLUSÃO

Com a evolução das tecnologias da informação e da comunicação criou-se a necessidade de uma nova era educacional onde predominam a utilização de novos espaços de aprendizagem colaborativa e interativa.
 Esta evolução obriga a uma nova abordagem e desenho de novos modelos pedagógicos centrados na autonomia, na flexibilidade e no aluno através dos hiperespaços de aprendizagem, onde o aluno é o sujeito ativo e corresponsável na construção do seu próprio conhecimento e processo de aprendizagem.
Os hiperespaços para a educação formal, não formal e informal abrem novas possibilidades na aprendizagem ao longo da vida, pois a aprendizagem é um processo que implica a intenção de aprender que faz parte de qualquer atividade de desenvolvimento, tal como as comunidades, cursos, redes, ou os designados hiperespaços de aprendizagem. Porém, todo este processo implica a seleção da abordagem de desenho mais adequada que um elemento fulcral no sucesso do aluno.
Contudo é importante não descorar os desafios que se apresentam. O paradigma do virtual possibilita entender uma nova potencialização do processo ensino aprendizagem, pois este oferece novas diretrizes para a educação, mas cabe aos diversos tipos de educação conceberem e aplicarem o melhor modelo que se adequa ao público-alvo.
A educação formal por exemplo, deverá flexibilizar os conteúdos programáticos, de forma a acompanhar as novas mudanças, como refere Siemens,
“Elearning and flexible learning are closely linked. Essentially,
 elearning is the realization of the theoritial/conceptual components of flexible learning”.
Enquanto, os profissionais da educação é importante proporcionar formação que envolvam experiências pedagógicas diferenciadas de acordo com a formação inicial de cada educando, sem isto o processo será ineficaz.  A necessidade de aprendizagem é contínua e é um fator cada vez mais imprescindível nas sociedades atuais, pois cada vez mais, exige-se aos trabalhadores mão-de-obra qualificada que é adquirida no ensino informal e não formal, mas onde será necessário uma nova abordagem pedagógica e um novo modelo de projeto, não só no ensino não-formal ou informal, como também no próprio ensino formal. 
 

BIBLIOGRAFIA

Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (2010) Estudo Aprendizagem Informal e Utilização das TIC nas PME Portuguesas - Síntese. Obtido a 03/05/2014 em http://www.creativelearningconference.com/docs/Sintese_Aprendizagem_Informal.p df
Auilo, C. (2009). O papel do professor. Obtido em 7 de 12 de 2011, de Educação é Tudo!:
http://eduq.wordpress.com/o-papel-do-professor
Carvalho, A. A. (2008). Manual de Ferramentas Web 2.0 para professores. (ME- DGIDC, Ed.) Obtido em 03/05/2014, em 
http://www.crie.minedu.pt/publico/web20/manual_web20-professores.pdf
COLL, C. Educação, escola e comunidade: na busca de um compromisso. In: Comunidade e escola: a integração necessária. Pátio. Revista Pedagógica. Porto Alegre, Artes Médicas, ano 3, n.10, 1999, p. 8-12.
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Felearningcorporativo.blogspot.co m.br%2F2011%2F09%2Fo-uso-das-redes-sociais-no-processo-de.html&h=eAQHrCtie http://www.youtube.com/watch?v=I4mmMeMDMic&feature=youtu.be http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Felearningcorporativo.blogspot.co m.br%2F2011%2F09%2Fo-uso-das-redes-sociais-no-processo-de.html&h=eAQHrCtie http://www.sophia.org/tutorials/os-hiperespacos-para-a-educacao-formal-nao-formal
 

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Nenhum comentário:

Postar um comentário